sábado, 13 de abril de 2013

O Pitoresco ato do Beijo


    Olá caros leitores, fiquei muito tempo afastado devido necessidades pessoais (doença, escola, cansaço...), mas estou de volta com uma crônica de minha autoria para vocês, aproveitando para homenagear o dia do beijo.

    Espero que gostem e que todos recebam muitos beijos!

   
     O Pitoresco ato do Beijo
     
     O beijo
    Significado no dicionário da vida: Transmissão de germes e bactérias feita de forma gratuita, às vezes paga (sai mais caro o pacote do “programa”), com muito amor, ostentação e perseverança pode-se levar para cama.

    E para as donzelas presas em suas mazelas de beleza, sofrem, sofrem, mas sem nunca perder a classe, desenvolveram a capacidade de enxergar o feio por trás da harmonia natural.

    Cativam-nos com seus lábios coloridos em tons rubros, e suas pinturas faciais que escondem os dotes da idade, algumas desejam retroceder para a juventude, outras avançar para a maturidade, com toda consciência de meus imensuráveis desejos por tão chamativas artimanhas, privo-me de um julgamento imparcial.

    Mas e o beijo?

    Vamos estudar sua anatomia, ele pode ser: Longo, rápido, escondido, roubado, tantas formas... É algo que se encaixa em qualquer ocasião, qualquer lugar, a peça chave do quebra-cabeça da perversidade, “sem tempo para beijar, sem tempo para viver.”

    E o motivo que leva-nos a cometer tal ato pitoresco?

    Ora, já não basta nossa fornalha de selvageria e prazeres carnais que ardem constantemente, sempre evitamos exalar as cinzas e as substancias viscosas em público, não é ético, é imoral, mas dentro de nossas mentes, os bacanais romanos são festas infantis.

    Quando as observamos, cada detalhe minucioso, o simples movimento do braço, a caminhada leve, os olhos fitos e sombreados, gerando um ar de mistério e jactância, nesses momentos, pulamos a fase do encontro, da conversa, do jantar caro para impressionar, da classe e vamos direto para beijo, o beijo com gosto de sexo.

    O beijo, que coloca-nos em um ambiente confortável com pouca luz, o beijo que nos leva para a cama, para o sofá, para a mesa, para a jacuzzi, para a penumbra dos atos ímpios.

    Temos o costume de que se citarmos a palavra sexo, falar de amor em seguida ou de forma relacionada é obrigatoriedade, então vamos falar de amor, amor que é grande, tão grande que quando não cabe no coração, vai para as calças.

    Amor que aloja-se na ponta de língua e é transmitido através da reciprocidade do ato do beijo, mas o amor tem seus defeitos, ele é narcisista, adora contemplar-se de suas conquistas, pena ter uma memória fraca e constantemente esquecer-se dos martírios do passado.

    Em suma, para existir a complexidade do amor é preciso o misticismo do beijo, a inconstância e falta de direção da língua, as mordidas e puxões no lábio, a troca cálida de olhares, o batom escarlate, o salto alto e a bota cano longo de couro, o odor da vela aromática, os arranhões nas costas, o suor no corpo...


    Mas o que podemos fazer, o ser humano é vassalo do sexo e amante do beijo.


                                                                                                                                              
                                                                                                                                         Matheus Natal